Cliente não entende nada de design. Fazer o quê?

Você precisa decidir entre recusar ou aceitar uma grande proposta sem abrir mão dos seus princípios. Dizer não é importante, mas aprender a ceder aos clientes que valem a pena é ainda mais importante.

Por Guilherme Dantas

Acredito que a grande maioria dos designers ou webdesigners já tenham passado por essa situação: um cliente importante insiste numa ideia impraticável, que irá literalmente arruinar o projeto inteiro.

E por mais que se tenta convencê-lo, ele é firme na própria decisão. E agora?

Aqui é quando a gente encontra dois tipos de profissionais: os que só fazem o que querem e os que só querem fazer.

O primeiro grupo é teimoso, bate o pé e não tem medo de dizer não. Merecem em até certo ponto elogios, pois não são todos com tamanha coragem. Porém, talvez abram mão de ganhar confiança de clientes grandes e de conquistar oportunidades únicas.

O segundo grupo é subdividido em outros dois: os que não sabem dizer não e os que pensam muito bem antes de negar um projeto.

Os que excluíram o “não” do vocabulário terão que reaprender o modo de fazer negócios e tratar clientes. Ser bonzinho demais não funciona. Simples assim.

O aconselhável é analisar a situação antes de negar ou aceitar um projeto que vá contra seu modo de pensar.

Muitas vezes a conclusão que se chega é que um “não” simplesmente não é conveniente no momento. A importância do cliente é posta à frente da opinião do profissional.

É claro que isso não significa que o profissional nunca deva defender seu ponto de vista e tentar convencer o cliente da melhor forma de se fazer um trabalho ou projeto.

Estamos analisando, aqui, casos de clientes que insistem numa ideia e que não estão nem um pouco interessados em mudar de opinião.

Saber ceder é mais do que uma qualidade. Chega a ser um dom. Não só no mundo dos negócios, mas em todas as facetas da vida, os que só fazem o que querem acabam por irritar alguns, que lhe dão nomes como “mesquinho”, “egoísta” e outros piores.

Mesmo para aqueles que tiveram a sorte de trabalhar no que realmente amam, pelo menos uma vez na vida terão de fazer algo contra sua vontade, seja um projeto, um relatório, ou mesmo um cafézinho para os colegas.

O melhor a se fazer é analisar a situação. É sábio perder um cliente importante por discordar de seu modo de pensar, ou mesmo por orgulho? Está disposto a abrir mão de oportunidades vindouras por insistir em fazer as coisas apenas do seu jeito?

Portanto, saiba ceder. Não em todas as situações, mas nas que realmente valham à pena. [Webinsider]

Fonte: Webinsider

Vale a pena contratar um designer?

Não tenha medo daquele sobrinho do cliente que diz fazer o mesmo que você por um preço menor. Entenda a escala de valores entre vocês dois e cobre o preço de sua experiência com resultados.

Por Pablo Caldas

Com Pedro Caldas *
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Por que devo contratar um designer? Todos nós já ouvimos a pergunta. Mas sua formulação não tem nada a ver com a insensibilidade ou mesmo com a avareza do cliente. Ela é, isto sim, fruto da discrepância entre escalas de valor dos clientes e dos fornecedores.

Em outras palavras: o cliente não entende por quê o sobrinho dele não pode fazer o mesmo trabalho e por um preço bem mais camarada.

Para tentar encontrar uma solução ao impasse, primeiro precisamos entender o que é valor. Quando determinado serviço traz um benefício que, para o cliente, é maior do que o preço por ele pago, este serviço tem valor para aquele cliente específico.

Portanto, valor é um conceito subjetivo, dependendo principalmente das percepções do tomador de serviço.

É exatamente como a já famosa fábula do martelo, onde um mecânico cobra um valor astronômico por um reparo feito em segundos em um motor quebrado. O cliente, sem enxergar o valor da solitária martelada que resolveu seu problema, recebeu como resposta a composição do custo: 99% experiência, 1% trabalho.

Como fazer um cliente, cuja cabeça é normalmente orientada a custo, entender a importância do trabalho do designer em um mundo onde as ferramentas de produção estão amplamente disponíveis a custos que se aproximam do zero?

A resposta, novamente, passa pela percepção de valor.

O designer, como especialista em sua área, é o mecânico que desfere aquela martelada certeira, resolvendo o problema da maneira mais rápida e eficaz possível. Algo que o sobrinho do cliente dificilmente conseguiria. [Webinsider]

* Pedro Caldas é diretor de criação da Full Haus Comunicação, agência especializada em webdesign e comunicação

Fonte: Webinsider

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O maior evento de Photoshop da América Latina entra em sua 7.ª edição em 2010. Idealizado por Alexandre Keese, um dos mais importantes nomes em Photoshop no Brasil, o Photoshop Conference é a oportunidade única de encontrar os melhores profissionais reunidos com um objetivo comum: discutir idéias e técnicas para melhorar a qualidade de nossos trabalhos e aumentar a produtividade do dia a dia do profissional.

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